terça-feira, 28 de julho de 2015

Rumo a Cracóvia

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Jovens da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianey em Campos já nos preparativos para a Jornada Mundial da Juventude em Cracóvia em 2016.
O clima é de expectativas. Um grupo de 67 peregrinos já se inscreveram e os jovens irão acompanhados do Bispo Dom Fernando Rifan e quatro padres. Segundo Pe. Claudiomar Silva Souza Responsável pela Peregrinação da Administração. Apostólica à JMJ Cracóvia 2016 os preparativos estão sendo feitos pelos grupos das diversas paróquias onde os jovens estão promovendo cantinas com café da manhã, lanches e doces, com também outros eventos para angariar fundos para a viagem.
O importante é que as famílias estão se empenhando para que os jovens participem desse evento importante que será realizado na terra de São João Paulo II. Segundo Pe. Claudiomar Silva Souza são grandes as expectativas e foi criado um grupo  no WhatsApp para manter o contato e trocar informações.
– Um dado muito interessante é ver a união de algumas famílias que estão felizes em poder cada qual, pais, tios, padrinhos, contribuir para que o jovem vá à Jornada. Estou levando também pelo menos 5 jovens que estão ganhando a viagem como presente do aniversário de 15 anos: preferiram festejar junto com o Papa Francisco e os irmãos jovens do mundo inteiro!. . Neste semestre iremos fazer um Encontro com todos os Peregrinos para nos conhecermos melhor e nos prepararmos para a viagem. Pretendemos repetir este Encontro no ano que vem mais próximo à viagem. – destaca o padre.
Texto
Ricardo Gomes

Paquistão: mais de mil jovens forçadas à conversão todos os anos

Karachi (Rádio Vaticano) – Todos os anos no Paquistão mais de mil jovens cristãs ou hindus são obrigadas a converterem-se ao Islã e a casarem-se com homens muçulmanos. A estatística foi divulgada pela ONG paquistanesa “Aurat Foundation”.
paquistão
Em uma nota enviada à Agência Fides, a diretora da Fundação, Mahnaz Rehman, apresenta uma situação difícil para as mulheres no Paquistão, principalmente no que tange à discriminação religiosa. O reato de “conversão forçada” ao Islã é muito difundido e comum e não é levado a sério pela polícia e pelas autoridades civis, lê-se ainda no comunicado.
Dignidade perdida
É muito comum ameaçar e pressionar as vítimas e suas famílias. Em um esquema que se repete constantemente – refere a Aural Foundation – as jovens, frequentemente menores de idade, são raptadas e entregues como esposas aos sequestradores ou a terceiros, sem o consenso das mesmas.
Se a família denuncia o caso, o sequestrador, por sua vez, apresenta uma contra denúncia, acusando a família e alegando que a jovem se converteu por espontânea vontade. Quando ela é convocada a testemunhar diante de um juiz, a jovem, submetida a ameaças e pressões indizíveis, declara de ter se convertido voluntariamente e de concordar com o casamento. Assim, o caso é arquivado.
Justiça
“A falta de investigações sérias nestes casos deixa lacunas que comprovem este fenômeno e o mecanismo que se instaura”, denuncia o relatório. Um aspecto parece determinante: “No momento em que a denúncia é apresentada, nasce a controvérsia. Até a audiência no tribunal, as jovens permanecem sob o poder dos sequestradores e são submetidas a todas as sortes de violências”.
Entre as pressões às quais as adolescentes são submetidas, frágeis e vulneráveis, diz-se que elas “agora são muçulmanas e, se mudarem de religião, a punição para os apóstatas é a morte”. O relatório exorta a polícia e as autoridades civis a desmascarar esta prática e a defender as jovens das minorias religiosas. A Aurat Foundation apresentou ainda uma proposta de lei para impedir as conversões forçadas.

 Peru e Brasil lançam campanha pela erradicação do trabalho Infantil na Amazônia

Durante o Festival Binacional em agosto, representantes dos países devem assinar um acordo

Peru e Brasil estão trabalhando juntos para erradicar o trabalho infantil na Amazônia. De acordo com a Agência Fides, os governos dos dois países sul-americanos estão lançando uma campanha para promover esta causa.
No próximo dia 8 de agosto, na cidade de Iquitos, o maior centro da Amazônia peruana, será apresentado o Festival Binacional Peru-Brasil, que pretende sensibilizar a população de Loreto sobre a deplorável exploração das crianças na região.
De acordo com a Organização Internacional do Trabalho, no Peru mais de 50.000 crianças trabalham como garimpeiros em pequenas minas, sob condições perigosas e com constante risco de acidentes.
Durante o festival, representantes dos dois países assinarão um Memorando de Acordo para combater o trabalho infantil, não só em Loreto, mas também na região peruana de Madre de Dios, e nas áreas brasileiras que fazem fronteira com o Peru. As autoridades também assinarão um acordo para prevenção e erradicação do fenômeno.

A iniciativa faz parte de uma estratégia de trabalho conjunto entre o Ministério do Trabalho peruano e o do Brasil.

XXI Adorai reúne mais de 10 mil pessoas e encerra a JDJ, em Petrópolis

11018604_1878100819082245_4150644233028471006_nCom a presença de mais de 10 mil pessoas, o XXI Adorai encerrou a primeira Jornada Diocesana da Juventude (JDJ) da Diocese de Petrópolis, que aconteceu entre os dias 23 e 26 de julho. Ao final da missa, ao som dos tambores, o Bispo Diocesano, Dom Gregório Paixão, OSB, anunciou que a próxima JDJ será no Decanato São José de Anchieta (Magé e Guapimirim), com as atividades concentradas no centro de Magé, em 2017.
Durante todo o domingo, dia 26 de julho, os jovens e fiéis participaram das tendas Jovem, que contou com a presença  de Olivia Ferreira, Astromar e Priscila Braga, que também participaram da Tenda Família com o Eros Biondini. Na Tenda Kids, as crianças foram envolvidas nas atividades do Projeto Arca de Noé e a tenda Artes teve a presença de Ziza Fernandes, Adriana Arydes e Leandro.
A Tenda Adoração, com Davidson Silva e Padre Mário, foi uma das mais procuradas e proporcionou aos fiéis momento de profundo encontro com Cristo, vivo e presente na Eucaristia. Após o almoço, aconteceu o mega show, reunindo no pal do Adorai os cantores católicos Ziza Fernandes, Leandro, Larissa, Davidson Silva, Adriana, Olivia Ferreira, Astromar e Eros Biondini, que ao final cantaram o hino da JDJ.
O Adorai terminou com a missa presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Gregório Paixão e concelebrada pelos padres diocesanos, pelo Vigário Geral da Diocese, Monsenhor Paulo Daher e com a presença dos diáconos da Diocese. Religiosos e religiosas também estiveram presente ao Adorai, assim como durante todos os dias da JDJ.
Em sua homilia, aproveitando a história da Praça da Liberdade, em Petrópolis, onde aconteceu a missa de encerramento do Adorai e da JDJ, Dom Gregório Paixão lembrou que neste local, vindos pelas quatro vielas que chegam a praça, escravos livres se reuniam e ali vendiam coisas para conseguir dinheiro para comprar a liberdade de outros escravos. “É neste lugar, vindos dos quatro decanatos, que os jovens e todos aqui presentes vem em busca do libertador, do Salvador, que é Jesus Cristo”, frisou o bispo.

Caminho Inaciano: nas pegadas do peregrino de Loyola

Madri (Rádio Vaticano) – A Companhia de Jesus constituiu oficialmente o dia 31 de julho, festa litúrgica de Santo Inácio de Loyola, a Obra Apostólica Caminho Inaciano. Este percurso tem a “missão de manter vivo o espírito inaciano da peregrinação”.
loyola
Estão previstos dois Anos Jubilares. O primeiro será celebrado de 31 de julho de 2015 a 31 de julho de 2016, e o segundo de 31 de julho de 2021 a 31 de julho de 2022, quando se celebrará o 5º centenário da conversão de Inácio de Loyola e sua peregrinação a Manresa, na Catalunha.
Reviver a experiência humana e espiritual de Santo Inácio
Neste primeiro Ano Jubilar que está para ter início, no próximo dia 31, os peregrinos poderão reviver a experiência humana e espiritual de Santo Inácio. O itinerário inaciano coincide geograficamente em parte com um dos Caminhos de Santiago de Compostela, mas considera particularmente o percurso histórico feito por Santo Inácio em 1522 depois de sua conversão espiritual em busca de uma nova orientação para a sua vida por meio da penitência e da oração.
Um itinerário sugestivo nas pegadas de Santo Inácio
Graças aos seus escritos autobiográficos, podemos conhecer detalhadamente a sua peregrinação que partindo de sua casa em Loyola, no País Basco, e atravessando as regiões de Navarra, La Rioja, Aragão e Catalunha, se concluiu em Manresa, depois de uma pausa no Santuário de Montserrat.
São 650 quilômetros em que o peregrino, normalmente a pé, encontra paisagens diferentes e sugestivas, uma grande riqueza artística e cultural, diferentes estilos de vida, um percurso definido como um verdadeiro deserto. Os promotores do Caminho Inaciano oferecem aos peregrinos pontos para obter informações, alojamento e alimento. São 27 as etapas principais do percurso entre pequenas e grandes cidades. Todo o percurso é sinalizado.
Promover o Caminho Inaciano para aumentar o número de peregrinos
Os organizadores querem divulgar sempre mais esta experiência espiritual e cultural, pensando nas pessoas que desejam viver, segundo o estilo do peregrino cristão, uma forte experiência espiritual, cultural e humana. Em 2014, duzentos peregrinos percorreram o Caminho Inaciano. Espera-se que o Caminho Inaciano possa receber um novo impulso este ano e em 2016 olhando sempre para o ano 2022, quando se celebrará o  5º centenário da peregrinação inaciana.
Para mais informações consulte o site do Caminho Inaciano ou mande um e-mail a info@caminoignaciano.org.

sábado, 25 de julho de 2015






















CAMINHOS DE FÉ E DE HISTÓRIA
Em Campos a Igreja de Santo Amaro, obra dos monges beneditinos será em breve elevada a santuário Diocesano. Festa realizada no dia 15 de janeiro atrai devotos de todo o Brasil  e preserva a tradicional cavalhada.

Ricardo Gomes

No dia 15 de janeiro, dia de Santo Amaro a igreja abre ainda na madrugada e já multidão de pagadores de promessa já esta aguardando. São centenas de devotos que caminharam toda a madrugada saindo do centro da cidade. Nos rostos cansados a alegria de ter chegado e cumprido o voto. Durante todo o dia a multidão lota a igreja nas missas e no inicio da tarde a procissão que arrasta uma multidão.
O Caminho de Santo Amaro já faz parte do calendário da cidade e está sendo organizado um projeto em parceria da Diocese de Campos com a Prefeitura Municipal de Campos dos Goytacazes e vai envolver todas as igrejas no trajeto que inicia no centro da cidade. Nos últimos anos foi montada estrutura que envolve além da segurança, ambulâncias e tendas com água, cafezinho e frutas.
- A festa de Santo Amaro é um dos acontecimentos religiosos mais marcantes no Rio de Janeiro, caracterizando-se cada vez mais, como um itinerário espiritual que torna-se caminho e peregrinação, transcendendo o já renomado turismo religioso. Caminho de fé, porque nos liga a tradição beneditina através de Santo Amaro, homem de Deus, obediente, orante e poderoso intercessor.- ressalta Dom Roberto Francisco- Bispo de Campos.
O interessante na festa além da tradição religiosa é a preservação da cavalhada, folguedo de origem lusa que traduz a guerra entre mouros e cristãos. A apresentação com todo brilho é mantida já por séculos já que a igreja remonta a primeira edificação ainda por volta de 1736, obra dos monges beneditina presentes desde 1648 na região.  Alem da cavalhada as cavalgadas marcam espaço na festa que resgata elementos da cultura local, que tem uma importante contribuição no cavalo.

Com os atrativos a Diocese de Campos está acreditando na organização de um roteiro de turismo religioso com aproveitamento de jovens que serão formados como guias para atender a demanda de fieis e turistas, já que existe a tradição na festa onde comparecem grande fluxo de devotos. 

Texto Ricardo Gomes
Fotos César Ferreira
( em edição)

Brasil: Semana Nacional da Família


Entre os dias 09 e 15 de agosto. Evento anual promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família da CNBB e pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar. 
Entre os dias 09 e 15 de agosto, acontece em todo o Brasil, a “Semana Nacional da Família”. Evento anual promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família da CNBB e pela Comissão Nacional da Pastoral Familiar. Hoje a Semana Nacional da Família faz parte do calendário de, praticamente, todas as paróquias do Brasil. Teve início em 1992, como resposta ao desejo de se fazer alguma coisa em defesa e promoção da família, cujos valores vêm sendo agredidos sistematicamente em nossa sociedade. Escolheu-se, para isso, a semana seguinte ao dia dos pais, no mês de agosto, por ser o mês vocacional.
Com a Semana Nacional, a Igreja quer, uma vez mais, salientar a importância da família, que, talvez mais que outras instituições, tem sido colocada em questão pelas amplas, profundas e rápidas transformações da sociedade e da cultura. Por isso, é fundamental um olhar atento dirigido à família, patrimônio da humanidade.
A Comissão Episcopal Pastoral para Vida e Família da CNBB e a Comissão Nacional da Pastoral Familiar lançaram o subsídio “Hora da Família”, cujo tema neste ano de 2015 é “O amor é a nossa missão: a família plenamente viva”. O subsídio começou a ser editado desde a vinda do papa João Paulo II ao Brasil, em 1994, e passou a ser publicado anualmente.

Para adquirir o "Hora da Família" procure a Secretaria Nacional da Pastoral Familiar, em Brasília, no endereço SGAS 606 Conj. D Lote 42. Para todo país pelo telefone (61) 3443-2900, junto aos casais coordenadores paroquiais, (arqui)diocesanos ou regionais da Pastoral Familiar ou ainda pelo site www.lojacnpf.org.br

quarta-feira, 22 de julho de 2015


Papa envia mensagem aos moradores de rua de São Paulo

Cidade do Vaticano (Rádio Vaticano) – O Papa Francisco ficou comovido ao receber, na manhã desta quarta-feira (22/7), um crucifixo e rosários feitos com materiais recicláveis pelos moradores de rua de São Paulo, cujo acompanhamento pastoral é feito pelo Padre Júlio Lancelotti.
O Pontífice recebeu os presentes das mãos do cura da Catedral da Sé, Padre Luiz Eduardo Baronto, que participou da audiência que o Papa concedeu ao Cardeal Claudio Hummes.
“O Papa ficou muito comovido quando entregamos os presentes. Ele mandou de volta um solidéu dizendo que com esse gesto é como se ele tocasse cada um dos moradores de rua”, contou à RV o Padre Baronto.
Vídeo
O Papa ainda quis que um vídeo fosse gravado e mostrado aos moradores de rua e ao Padre Lancelotti. O vídeo foi feito com um celular pelo Padre Baronto que, muito emocionado, não soube o porquê do vídeo não ter saído com a voz do Papa. “Um problema técnico”, disse.
Contudo, Padre Baronto anotou as palavras do Papa e a nossa redação fez uma dublagem do áudio original em espanhol.
“Caro Padre Júlio Lancelotti,
e demais colaboradores do trabalho com o povo de rua.
Quero lhes dizer que recebi com alegria os presentes que me enviaram. Continuem a amar Jesus e os pobres. É o caminho do Evangelho. Tenho certeza de que rezam por mim e é essa oração que me dá forças. Agora vos deixo a minha bênção. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”.
Moradores de rua
Padre Baronto visitou a redação do Programa Brasileiro e conversou com o colega Silvonei Protz sobre o encontro da manhã desta quarta-feira com o Papa Francisco.

Papa Francisco \ Encontros e Eventos


Papa pede que prefeitos adotem visão da “periferia ao centro”

Cidade do Vaticano (Rádio Vaticano) – O Papa Francisco encerrou, no final da tarde desta terça-feira (21/7), o primeiro dia do encontro em que prefeitos do mundo inteiro debatem propostas para erradicar as formas modernas de escravidão e soluções para as mudanças climáticas.
“O trabalho mais sério e mais profundo se faz da periferia até o centro”, afirmou o Pontífice. “Se o trabalho não vem das periferias até o centro, não tem efeito”, arrebatou Francisco ao dizer que aí está a responsabilidade dos prefeitos e o motivo pelo qual eles participam dos debates promovidos pela Pontifícia Academia das Ciências.
Mudanças climáticas
Francisco pôde mais uma vez falar ao mundo sobre suas expectativas para que a Comunidade internacional chegue a um consenso e produza um documento final com propostas concretas ao final da cúpula sobre o clima, marcada para novembro, em Paris.
“Tenho muita esperança, todavia as Nações Unidas precisam se interessar mais fortemente sobre este fenômeno, sobretudo o do tráfico de seres humanos provocado por este fenômeno ambiental, a exploração das pessoas”, esclareceu o Pontífice.
Desenvolvimento integral
O Papa voltou a confirmar que a encíclica Laudato si não é apenas um documento verde, mas uma “encíclica social”, e explicou:
“Porque dentro do entorno social, da vida social dos homens, não podemos separar o cuidado com o ambiente. Mais ainda, o cuidado do ambiente é uma atitude social, que nos socializa em um sentido ou em outro – cada qual pode colocar o valor que quiser – e, por outro lado, nos faz receber. Gosto da expressão em italiano para o ambiente – creato –, daquilo que nos foi dado como um presente, ou seja, o ambiente”.
Crescimento desenfreado
Ao afirmar que o inchaço das grandes cidades é provocado pelas consequências de um modelo de desenvolvimento tecnocrático de exclusão, no qual as pessoas no campo migram aos centro urbanos por não terem mais acesso à terra, o Papa disse que o crescimento desmesurado das cidades está ligado à maneira como se cuida do ambiente.
“É um fenômeno mundial. As grandes cidades se fazem ainda maiores com também cada vez maiores bolsões de pobreza e miséria onde as pessoas sofrem as consequências das negligencias para com o meio ambiente”, conclui Francisco. 
Beatificação de um dos sacerdotes mortos pelo Sendero Luminoso está complicada
A cerimônia na cidade peruana de Chimbote está prevista para 5 de dezembro. Faltam relíquias do padre italiano enterrado em Bergamo e alguns famílias se opõem à trasladação para o Peru

A data para a beatificação dos três padres mortos pelo Sendero Luminoso no Peru é 5 de dezembro. Os jovens missionários poloneses Michal Tomaszek e Zbigniew Strzakowski executados em 9 de agosto de 1991, e o sacerdote italiano Sandro Dordi, assassinado alguns dias depois, em 25 de agosto, foram mortos pelo mesmo grupo marxista-leninista-maoísta.
O Bispo de Chimbote, Dom Angel Francisco Simon Piorno, indicou na semana passada, de acordo com a mídia local, que existem problemas para a exumação dos restos mortais do padre diocesano italiano Alessandro Dordi, indispensável para a cerimônia de beatificação.
Em Roma, o postulador da causa destes três mártires, Frei Angelo Paleri, da Ordem dos Frades Menores Conventuais, confirmou à Zenit que estão aguardando e rezando para que as coisas mudem antes de dezembro.
Quanto aos restos mortais dos frades franciscanos Michal Tomaszek e Zbigniew Strazalkowski, Dom Piorno disse que não há problema, porque seus corpos estão enterrados em Pariacoto e serão transferidos para a capela construída em homenagem a eles. No caso do padre italiano, cinco de seus irmãos concordam, mas dois se opõem à exumação dos restos mortais e a trasladação para o Peru. “Eles repetidamente enviam cartas ao Estado pedindo punição dos culpados pelo assassinato, mas não recebem resposta", por isso estão sofrendo.
O Bispo emérito de Chimbote, Luis Bambarén em setembro ou outubro vai viajar para a cidade italiana de Bergamo, onde o sacerdote assassinado nasceu, e espera se reunir com os irmãos para proceder à exumação dos restos mortais que se encontraram em Bergamo.
De qualquer forma, disse Dom Piorno e confirmou o postulador em Roma, continuam as atividades em Chimbote de preparação para a cerimônia da beatificação dos três padres que foram mortos pelo Sendero Luminoso, em 1991.


O Papa aos prefeitos do mundo: ‘Criar consciência sobre a ecologia humana'
‘O dano ao meio ambiente rebota contra o homem' e a encíclica Laudato Si' 'não é verde, mas social’
 Rocío Lancho García (Agência Zenit)


O Santo Padre Francisco participou nesta terça-feira à tarde do encontro sobre mudança climática e escravidão, no qual dirigiu-se a mais de sessenta prefeitos que vieram de várias partes do mundo. Durante o seu discurso aos participantes, pronunciado em espanhol, analisou as duas emergências tratadas ao longo do dia.
A cultura do cuidado ao meio ambiente não é uma atitude somente “verde”, garantiu o Papa, é “muito mais”. Por isso, esclareceu que cuidar do meio ambiente significa ter uma atitude de ecologia humana. A ecologia “é total, é humana”, disse. Dessa forma, o Santo Padre explicou que na encíclica Laudato Si’ não é possível separar o homem do resto”.
Por outro lado, o Pontífice sublinhou “o efeito de rebote que existe contra o homem quando o ambiente é maltratado”. O Papa, além do mais, garantiu que a sua encíclica não é "verde", mas social, observando que cuidar do meio ambiente é "uma atitude social".
Sobre a reunião que está acontecendo, Francisco indicou que pareceu-lhe uma ideia muito fecunda convidar os prefeitos. Porque, advertiu o Papa, “uma das coisas que mais se nota quando o ambiente não é cuidado, é o crescimento desmedido das cidades. É um fenômeno mundial”. Assim, explicou, que “são como cabeças crescem, mas cada vez com cinturões de pobreza e miséria maiores”.
As pessoas sofrem os efeitos da negligência ambiental, explicou. "E neste sentido está envolvido o fenômeno da migração”, acrescentou. Por que as pessoas vêm para as grandes cidades?, perguntou o Papa. "Porque o mundo rural já não lhes dá oportunidades".
Em seguida, mencionou outro ponto que está na encíclica e que denuncia, com muito respeito, a idolatria da tecnocracia. Algo que "leva a tirar o trabalho, que cria o desemprego", alertou Francisco, denunciando o desemprego juvenil que afeta muitos países europeus.
Qual horizonte, qual futuro é oferecido a estes jovens? Sobre isso, advertiu sobre os riscos que correm de cair nos vícios, no tédio ao não saber o que fazer da sua vida, no suicídio, ou envolver-se em projetos de guerrilhas que oferecem um ideal de vida.
Também denunciou a quantidade de "doenças raras" que surgem por causa do excesso da tecnificação. E alertou sobre a desertificação e desmatamento de algumas áreas do planeta. E todos esses fenômenos desembocam “no trabalho escravo”. O não ganhar o suficiente para poder viver pode provocar atitudes delitivas, sublinhou. A este respeito, voltou a condenar o trabalho escravo e a prostituição como "fonte de trabalho para sobreviver".
Por outro lado, o Papa disse que tem esperança na cúpula de Paris, que será celebrada no final deste ano para que “consiga algum acordo fundamental básico”. As Nações Unidas – insistiu – têm que interessar-se fortemente neste fenômeno.
O Santo Padre apresentou duas formas de incultura. Em primeiro lugar “a incultura que Deus nos deu para transformá-la em cultura” e a segunda é “quando o homem não respeita a relação com a Terra”. Para colocar um exemplo falou da energia atômica, “é boa, pode ajudar”, observou, mas existe a parte negativa desta energia, como "Hiroshima e Nagasaki".
Para concluir seu discurso, o Santo Padre recordou a responsabilidade que os presentes têm para combater o tráfico de pessoas e proteger o meio ambiente. “O trabalho mais sério e profundo se faz da periferia para o centro, explicou. Ou seja, “a partir de vocês para a consciência da humanidade”.