domingo, 6 de dezembro de 2015

Encontro Regulamentar da Conferência Vicentina em Aperibé



NO domingo (6) a Paróquia São Sebastião, em Aperibé reuniu conferências Vicentinas das Paróquias de Nossa Senhora das Graças ( Santo Antônio de Pàdua), Santo Antônio de Pàdua, Nossa Senhora das Graças ( Cambuci), São Sebastião (Aperibé) para celebrar a confraternização já preparando o Natal.



Logo após a missa foi servido um café da manhã em clima festivo no Salão Paroquial. 








Presentes
Conferência Vicentina Nossa Senhora da Conceição (Cambuci)
Conferência Vicentina São Luiz ( Pádua)
Conferência Vicentina Santo Antônio (Pádua)
Conferência Vicentina de Aperibé
Apresentação dos trabalhos realizados, Palestra.


























Almoço e confraternização































































Fotos: Ricardo Gomes

Pastoral Familiar da Paróquia São Sebastião em Aperibé presta homenagem ao DIácono Maurício Telles


A Pastoral Familiar da Paróquia São Sebastião de Aperibé no momento de homenagem ao Diácono Maurício Correa Telles por mais um ano de ordenação. A entrega do presente aconteceu no domingo (6), na missa das 7h30.A Coordenadora Adriana Moço com a agente de pastoral Rosane. 

Papa às Escolas Católicas: não desbaratar valores cristãos

Rádio Vaticana

O Papa Francisco recebeu em audiência, na manhã do sábado /05/12), os representantes da Associação dos pais das Escolas Católicas, por ocasião dos 40 anos da fundação. No seu discurso começou por reafirmar quanto havia dito durante o Congresso Mundial promovido pela Congregação para a Educação Católica, ou seja, a importância de promover uma educação na plenitude da humanidade e de uma educação inclusiva, uma educação que dê lugar a todos e não seleccione os destinatários formando elites. Este desafio continua ainda hoje, disse o Papa:
“É o mesmo desafio que ainda hoje está diante de vós. A vossa Associação está ao serviço da escola e da família, contribuindo para a delicada tarefa de construir pontes entre a escola e o território, entre a escola e a família, entre a escola e as instituições civis. Construir pontes: não existe desafio mais nobre! Construir união onde avança a divisão, gerar harmonia quando parece prevalecer a lógica da exclusão e da marginalização”.
O Papa recordou em seguida aos presentes que, como pais, eles são guardiões do dever e do direito fundamental e inalienável de educar os filhos, ajudando de forma positiva e  constante a tarefa da escola. “Cabe a vós o direito de solicitar uma educação conveniente para os vossos filhos, uma educação integral e aberta ao valores cristãos e humanos mais autêntico”, reiterou Francisco, insistindo que ser educadores católicos faz a diferença.
Em seguida o Papa exortou os pais a nunca abdicarem da necessidade de construir uma comunidade educativa em que, juntamente com os docentes, os diversos actores e os estudantes, eles, os pais, possam ser protagonistas do processo educativo. E em particular a viverem neste mundo como o fermento na massa, fazendo a diferença com uma formação de qualidade, e sobretudo sabendo distinguir-se pela constante atenção à pessoa, especialmente os últimos, os descartados, os recusados, os esquecidos. “Sabei fazer-vos notar não pela “fachada”, mas por uma coerência  educacional enraizada na visão cristã do homem e da sociedade” – reiterou Francisco.
Num momento em que a crise económica se faz sentir mais particularmente Francisco advertiu para a tentação dos números e do desânimo:
“… apesar de tudo, vos repito: a diferença faz-se com a qualidade da vossa presença, e não com a quantidade de recursos que se é capaz de reunir.
Nunca deis nada em troca dos valores humanos e cristãos de que sois testemunhas na família, na escola, na sociedade. E empenhai-vos para que as escolas católicas sejam verdadeiramente abertas a todos”.
A concluir o Papa prometeu recordar a todos na oração e pediu-lhes, por favor, para não se esquecerem de rezar por ele.

Papa: Ano da Misericórdia para caminhar na estrada da salvação


No Angelus deste II Domingo do Advento o Papa Francisco destacou a recorrência na segunda-feira, 7 de dezembro, de um “memorável acontecimento” entre Católicos e Ortodoxos. De fato, em 7 de dezembro de 1965, véspera da conclusão do Concílio Vaticano II, uma Declaração comum do Papa Paulo VI e do Patriarca Ecumênico Atenágoras, cancelou da memória as sentenças de excomunhão recíproca entre a Igreja de Roma e a Igreja de Constantinopla, pronunciadas com o grande cisma de 1054:
“É realmente providencial que aquele gesto histórico de reconciliação, que criou as condições para um novo diálogo entre ortodoxos e católicos no amor e na verdade, seja recordado precisamente no início do Jubileu da Misericórdia. Não existe um autêntico caminho rumo à unidade sem o pedido de perdão a Deus e entre nós, pelo pecado da divisão. Recordemos em nossa oração o querido Patriarca Ecumênico Bartolomeu I e os outros Líderes das Igrejas Ortodoxas, e peçamos ao Senhor que as relações entre católicos e ortodoxos sejam sempre inspiradas no amor fraterno”.
Foto de Rádio Vaticano - Programa Brasileiro.
Papa Francisco no Angelus deste domingo
 Cidade do Vaticano – O Papa Francisco rezou o oração mariana do Angelus deste domingo (06/12), com os fieis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro.
Na alocução que precedeu a oração, o pontífice disse que “neste II Domingo de Advento a liturgia nos insere na escola de João Batista que pregava um batismo de conversão para o perdão dos pecados. Nós talvez nos perguntamos: Por que devemos nos converter? A conversão diz respeito a quem era ateu e passou a crer, quem era pecador e se tornou justo, mas nós não precisamos, pois já somos cristãos. Pensando assim, não percebemos que devemos nos converter desta presunção”.
O Papa nos convidou a fazer a seguinte pergunta: “É verdade que nas várias situações e circunstâncias da vida temos em nós os mesmos sentimentos de Jesus? Por exemplo, quando sofremos uma injustiça ou uma afronta, conseguimos reagir sem ressentimento e perdoar de coração a quem nos pede desculpa? Quanto é difícil perdoar!”, frisou Francisco.
“A voz de João Batista grita ainda nos desertos atuais da humanidade, que são as mentes fechadas e os corações endurecidos, e nos leva a nos perguntar se efetivamente estamos percorrendo o caminho justo, vivendo uma vida segundo o Evangelho. Hoje, como naquela tempo, ele nos adverte com as palavras do Profeta Isaías: ‘Preparem o caminho do Senhor’, disse o Papa acrescentando:
“É um convite urgente a abrir o coração e acolher a salvação que Deus nos oferece incessantemente, quase com teimosia, porque nos quer livres da escravidão do pecado. Mas o texto do profeta dilata aquela voz, preanunciando que todo homem verá a salvação de Deus. A salvação é oferecida a toda pessoa, a todo povo, ninguém está excluído. Nenhum de nós pode dizer: Eu sou santo, sou perfeito, já estou salvo. Devemos sempre receber esta oferta da salvação. É para isso o Ano da Misericórdia: para caminhar nesta estrada da salvação, estrada que Jesus nos ensinou. Deus quer que todos os homens sejam salvos por meio de Jesus Cristo, único mediador.”
Segundo Francisco, “cada um de nós é chamado a anunciar Jesus aos que ainda não o conhecem. Isso não é proselitismo. É abrir uma porta. Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho!, dizia São Paulo”.
“Se o Senhor Jesus mudou a nossa, como não sentir o desejo de anunciá-lo a quem encontramos no trabalho, na escola, no bairro, no hospital, nos lugares de encontro? Se olhamos ao nosso redor, encontramos pessoas que estão dispostas a começar ou a recomeçar um caminho de fé, se encontram cristãos apaixonados por Jesus.”
O Papa nos convidou a fazer a perguta: “Sou apaixonado por Jesus? Estou convencido de que Jesus me oferece e me dá a salvação? Se sou apaixonado devo anunciá-lo, mas temos de ser corajosos e abaixar as montanhas do orgulho e da rivalidade, encher os poços cavados pela indiferença e apatia, endireitar os caminhos de nossas preguiças e de nossos compromissos.”
Francisco concluiu pedindo à “Virgem Maria para que nos ajude a quebrar as barreiras e os obstáculos que impedem a nossa conversão, o nosso caminho rumo ao Senhor. Só Ele pode realizar todas as esperanças do ser humano”
Texto completo
Neste II Domingo de Advento a liturgia nos insere na escola de João Batista que pregava um batismo de conversão para o perdão dos pecados (Lc 3,3). E podemos nos perguntar: Por que devemos nos converter? A conversão diz respeito a quem era ateu e passou a crer, quem era pecador e se tornou justo, mas nós não precisamos, pois já somos cristãos. Então, estamos bem. E isso não é verdade. Pensando assim, não percebemos que devemos nos converter desta presunção – de que somos cristãos, todos bons, que estamos bem – que devemos nos converter: do pressuposto de que, no cômputo geral, está bom assim e não precisamos de qualquer conversão. Mas devemos nos questionar: É verdade que nas várias situações e circunstâncias da vida temos em nós os mesmos sentimentos de Jesus? É verdade que ouvimos como Jesus se sente? Por exemplo, quando sofremos alguma injustiça ou alguma afronta, conseguimos reagir sem ressentimento e perdoar de coração quem nos pede desculpa? Quanto é difícil é perdoar! Quanto é difícil! “Mas você me paga!”: esta palavra vem de dentro! Quando somos chamados a partilhar alegrias e tristezas, sabemos sinceramente chorar com os que choram e alegrar-nos com os que se alegra? Quando precisamos exprimir a nossa fé, sabemos fazê-lo com coragem e simplicidade, sem nos envergonhar do evangelho? E assim, podemos nos perguntar tantas coisas. Nós não estamos prontos, devemos nos converter sempre, ter os sentimentos que Jesus tinha.
A voz de João Batista grita ainda nos desertos atuais da humanidade, que são – quais são os desertos de hoje? – As mentes fechadas e os corações endurecidos, e nos leva a nos perguntar se efetivamente estamos percorrendo o caminho justo, vivendo uma vida segundo o Evangelho. Hoje, como naquele tempo, ele nos adverte com as palavras do Profeta Isaías: ‘Preparai o caminho do Senhor’ (V. 4). É um premente convite a abrir o coração e acolher a salvação que Deus nos oferece incessantemente, quase obstinadamente, porque quer que todos sejamos livres da escravidão do pecado. O texto do profeta dilata aquela voz, preanunciando que “todo homem verá a salvação de Deus” (v. 6). A salvação é oferecida a todas as pessoas, a todos os povos, sem excluir ninguém, a cada um de nós. Nenhum de nós pode dizer: Eu sou santo, sou perfeito, já estou salvo. Devemos sempre receber esta oferta da salvação. É para isso o Ano da Misericórdia: para caminhar nesta estrada da salvação, estrada que Jesus nos ensinou. Deus quer que todos os homens sejam salvos por meio de Jesus Cristo, único mediador (cf. 1 Tim 2, 4-6).
Portanto, cada um de nós é chamado a anunciar Jesus àqueles que ainda não o conhecem. Mas isso não é fazer proselitismo.  É abrir uma porta. “Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho!” (1 Cor 09,16), dizia São Paulo. Se o Senhor Jesus mudou a nossa vida, e muda sempre que recorremos a Ele, como não sentir a paixão de torna-lo conhecido a todos os que encontramos no trabalho, na escola, no bairro, no hospital, nos lugares de encontro? Se olhamos ao nosso redor, vemos pessoas que estão dispostas a começar ou a recomeçar um caminho de fé, se encontram cristãos apaixonados por Jesus. Não devíamos e não podíamos ser nós tais cristãos? Deixo a pergunta: “Eu realmente sou apaixonado por Jesus? Estou convencido de que Jesus me oferece e me dá a salvação?”. Se sou apaixonado devo anunciá-lo, mas temos de ser corajosos e abater as montanhas do orgulho e da rivalidade, preencher os sulcos cavados pela indiferença e apatia, endireitar os caminhos da nossa preguiça e dos nossos compromissos.
Que a Virgem Maria, que é Mãe e sabe como fazê-lo, nos ajude a quebrar as barreiras e os obstáculos que impedem a nossa conversão, o nosso caminho rumo ao Senhor. Só Ele, somente Jesus pode realizar todas as esperanças do ser humano!
Depois do Angelus
Queridos irmãos e irmãs,
Eu acompanho com muita atenção os trabalhos da Conferência sobre as Alterações Climáticas que se realiza em Paris, e recordo uma pergunta que fiz na Encíclica ‘Laudato si’:  Que tipo de mundo queremos deixar a quem vai nos suceder, às crianças que estão crescendo? Para o bem da casa comum, de todos nós e das gerações futuras, em Paris, todos os esforços devem ser destinados a aliviar os impactos das mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, combater a pobreza e fazer florescer a dignidade humana. As duas escolhas caminham juntas: deter as mudanças climáticas e combater a pobreza para que floresça a dignidade humana. Rezemos para que o Espírito Santo ilumine todos os que são chamados a tomar decisões tão importantes e que Deus lhes dê a coragem de manter como critério de escolha o bem de toda a família humana.
Amanhã celebra-se o quinquagésimo aniversário de um evento memorável entre católicos e ortodoxos. Em 7 de dezembro de 1965, vigília da conclusão do Concílio Vaticano II, com a Declaração comum do Papa Paulo VI e do Patriarca Ecumênico Atenágoras, foram apagadas da memória as sentenças de excomunhão entre as Igrejas de Roma e Constantinopla em 1054. É realmente providencial que aquele gesto histórico de reconciliação, que criou as condições para um novo diálogo entre ortodoxos e católicos no amor e na verdade, seja lembrado no início do Jubileu da Misericórdia. Não há caminho autêntico rumo à unidade sem pedir perdão a Deus e entre nós pelo pecado da divisão. Recordamos em nossa oração o querido Patriarca Ecumênico Bartolomeu e os outros Chefes das Igrejas Ortodoxas, e peçamos ao Senhor para que as relações entre católicos e ortodoxos sejam sempre inspiradas no amor fraterno.
Ontem, em Chimbote (Peru), foram beatificados Michael Tomaszek e Zbigniew Strzalkowski, franciscanos conventuais, e Alessandro Dordi, sacerdote fidei donum, mortos por ódio à fé em 1991. A fidelidade desses mártires em seguir Jesus dê força a todos nós, mas sobretudo aos cristãos perseguidos em várias partes do mundo, de testemunhar o Evangelho com coragem.
Saúdo a todos os peregrinos que vieram da Itália e de outros países – há várias bandeiras aqui – em particular o coro litúrgico de Milherós de Poiares e os fiéis de Casal de Cambra, Portugal. Saúdo os participantes da conferência do Movimento de compromisso educativo da Ação Católica, os fiéis de Biella, Milão, Cusano Milanino, Netuno, Rocca di Papa e Foggia; os crismandos de Roncone e Settimello, a banda de Calangianus e o Coral de Taio.
Desejo a todos um bom domingo e uma boa preparação para o início do Ano da Misericórdia. Por favor, não se esqueçam de rezar por mim. Bom almoço e até logo!

Papa: Conferência de Paris, coragem de decisões importantes

Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon, durante a Cop21 – REUTERS
Após a oração mariana do Angelus, o Papa Francisco disse que está acompanhando com muita atenção os trabalhos da Conferência sobre o Clima COP 21 que se realiza, em Paris, e recordou uma uma pergunta que fez em sua Encíclica ‘Laudato si’. “Que tipo de mundo queremos deixar a quem vai nos suceder, às crianças que estão crescendo?”
 Cidade do Vaticano (Rádio Vaticano) – Após a oração mariana do Angelus, o Papa Francisco disse que está acompanhando com muita atenção os trabalhos da Conferência sobre o Clima (Cop 21) que se realiza, em Paris, e recordou uma uma pergunta que fez em sua Encíclica ‘Laudato si’:
“Que tipo de mundo queremos deixar a quem vai nos suceder, às crianças que estão crescendo? Para o bem da casa comum, de todos nós e das gerações futuras, em Paris, todos os esforços devem ser destinados a aliviar os impactos das mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, combater a pobreza e fazer florescer a dignidade humana. As duas escolhas caminham juntas: deter as mudanças climáticas e combater a pobreza para que floresça a dignidade humana. Rezemos para que o Espírito Santo ilumine todos os que são chamados a tomar decisões tão importantes e que Deus lhes dê a coragem de manter como critério de escolha o bem de toda a família humana.”
O Papa lembrou que nesta segunda-feira, se celebra o quinquagésimo aniversário de um evento memorável entre católicos e ortodoxos.
“Em 7 de dezembro de 1965, vigília da conclusão do Concílio Vaticano II, com a Declaração comum do Papa Paulo VI e do Patriarca Ecumênico Atenágoras, foram apagadas da memória as sentenças de excomunhão entre as Igrejas de Roma e Constantinopla em 1054. É realmente providencial que aquele gesto histórico de reconciliação, que criou as condições para um novo diálogo entre ortodoxos e católicos no amor e na verdade, seja lembrado no início do Jubileu da Misericórdia. Não há caminho autêntico rumo à unidade sem pedir perdão a Deus e entre nós pelo pecado da divisão. Recordamos em nossa oração o querido Patriarca Ecumênico Bartolomeu e os outros Chefes das Igrejas Ortodoxas, e peçamos ao Senhor para que as relações entre católicos e ortodoxos sejam sempre inspiradas no amor fraterno.”
Francisco recordou que neste sábado (05/12), foram beatificados em Chimbote, no Peru, os missionários Pe. Michele Tomaszek e Pe. Zbigniew Strzałkowski, franciscanos conventuais poloneses, e o Pe. Alessandro Dordi, sacerdote fidei donum italiano, mortos por ódio à fé em 1991. “A fidelidade desses mártires em seguir Jesus dê força a todos nós, mas sobretudo aos cristãos perseguidos em várias partes do mundo, de testemunhar o Evangelho com coragem”, sublinhou o Papa.
O pontífice pediu aos peregrinos provenientes da Itália e outras partes do mundo para rezarem por ele.
Rádio Vaticano

BENTO XVI PARTICIPARÁ DA ABERTURA DA PORTA SANTA

 

O Papa Emérito Bento XVI aceitou o convite do Papa Francisco para participar da cerimônia de abertura da Porta Santa, na terça-feira, 8 de dezembro, Solenidade da Imaculada e início do Ano Santo da Misericórdia.
Nestas últimas semanas o Papa Francisco havia citado diversas vezes Bento XVI, ao falar da relação entre misericórdia e verdade. Em particular, no início do Sínodo sobre a Família, quando se pronunciou em como “a Igreja é chamada a viver a sua missão na verdade, que não muda de acordo com os modismos ou opiniões dominantes. A verdade que protege o homem e a humanidade das tentações do auto-referencialismo e do transformar o amor fecundo em egoísmo estéril, a união fiel em ligações temporárias”. Portanto, citou diretamente Bendo XVI, que afirma na Caritas in veritate: “Sem verdade, a caridade cai no sentimentalismo. O amor torna-se um invólucro vazio, para ser preenchido de forma arbitrária. É o risco fatal do amor numa cultura sem verdade”.
Mais tarde, na conclusão do Sínodo, referiu-se novamente a Bento XVI quando afirmou: “A misericórdia é na realidade o núcleo central da mensagem evangélica, é o nome mesmo de Deus (…). Tudo o que a Igreja diz e realiza, manifesta a misericórdia que Deus nutre pelo homem. Quando a Igreja deve reiterar uma verdade não reconhecido, o faz sempre impulsionada pelo amor misericordioso, para que os homens tenham a vida e a tenham em abundância”.
Ao anunciar o Jubileu Extraordinário da Misericórdia em 13 de março passado, o Papa Francisco afirmou: “Queridos irmãos e irmãs, pensei muitas vezes em como a Igreja poderia tornar mais evidente a sua missão de ser testemunha da Misericórdia. É um caminho que inicia com uma conversão espirituall. por isto decidi convocar um Jubileu Extraordinário que tenha o seu centro na misericórdia de Deus”.
Foto de Rádio Vaticano - Programa Brasileiro.

Papa no Angelus: Nenhum de nós pode dizer: Eu sou santo, sou perfeito, já estou salvo

Papa Francisco fala aos fiéis antes de rezar o Angelus, Domingo, 06 de dezembro 2015

Texto completo. Francisco recorda os missionários beatificados ontem, comenta a Cop21 e o 50º aniversário da reconciliação entre católicos e ortodoxos





Neste domingo (6), o Papa Francisco rezou o Angelus com os fiéis e peregrinos reunidos na Praça São Pedro, no Vaticano. Apresentamos as palavras pronunciadas pelo Pontífice:
Queridos irmãos e irmãs, bom dia!
Neste II Domingo de Advento a liturgia nos insere na escola de João Batista que pregava um batismo de conversão para o perdão dos pecados (Lc 3,3). E podemos nos perguntar: Por que devemos nos converter? A conversão diz respeito a quem era ateu e passou a crer, quem era pecador e se tornou justo, mas nós não precisamos, pois já somos cristãos. Então, estamos bem. E isso não é verdade. Pensando assim, não percebemos que devemos nos converter desta presunção - de que somos cristãos, todos bons, que estamos bem – que devemos nos converter: do pressuposto de que, no cômputo geral, está bom assim e não precisamos de qualquer conversão. Mas devemos nos questionar: É verdade que nas várias situações e circunstâncias da vida temos em nós os mesmos sentimentos de Jesus? É verdade que ouvimos como Jesus se sente? Por exemplo, quando sofremos alguma injustiça ou alguma afronta, conseguimos reagir sem ressentimento e perdoar de coração quem nos pede desculpa? Quanto é difícil é perdoar! Quanto é difícil! "Mas você me paga!”: esta palavra vem de dentro! Quando somos chamados a partilhar alegrias e tristezas, sabemos sinceramente chorar com os que choram e alegrar-nos com os que se alegra? Quando precisamos exprimir a nossa fé, sabemos fazê-lo com coragem e simplicidade, sem nos envergonhar do evangelho? E assim, podemos nos perguntar tantas coisas. Nós não estamos prontos, devemos nos converter sempre, ter os sentimentos que Jesus tinha.
A voz de João Batista grita ainda nos desertos atuais da humanidade, que são - quais são os desertos de hoje? - As mentes fechadas e os corações endurecidos, e nos leva a nos perguntar se efetivamente estamos percorrendo o caminho justo, vivendo uma vida segundo o Evangelho. Hoje, como naquele tempo, ele nos adverte com as palavras do Profeta Isaías: ‘Preparai o caminho do Senhor’ (V. 4). É um premente convite a abrir o coração e acolher a salvação que Deus nos oferece incessantemente, quase obstinadamente, porque quer que todos sejamos livres da escravidão do pecado. O texto do profeta dilata aquela voz, preanunciando que "todo homem verá a salvação de Deus" (v. 6). A salvação é oferecida a todas as pessoas, a todos os povos, sem excluir ninguém, a cada um de nós. Nenhum de nós pode dizer: Eu sou santo, sou perfeito, já estou salvo. Devemos sempre receber esta oferta da salvação. É para isso o Ano da Misericórdia: para caminhar nesta estrada da salvação, estrada que Jesus nos ensinou. Deus quer que todos os homens sejam salvos por meio de Jesus Cristo, único mediador (cf. 1 Tim 2, 4-6).
Portanto, cada um de nós é chamado a anunciar Jesus àqueles que ainda não o conhecem. Mas isso não é fazer proselitismo.  É abrir uma porta. "Ai de mim se eu não anunciar o Evangelho!" (1 Cor 09,16), dizia São Paulo. Se o Senhor Jesus mudou a nossa vida, e muda sempre que recorremos a Ele, como não sentir a paixão de torna-lo conhecido a todos os que encontramos no trabalho, na escola, no bairro, no hospital, nos lugares de encontro? Se olhamos ao nosso redor, vemos pessoas que estão dispostas a começar ou a recomeçar um caminho de fé, se encontram cristãos apaixonados por Jesus. Não devíamos e não podíamos ser nós tais cristãos? Deixo a pergunta: "Eu realmente sou apaixonado por Jesus? Estou convencido de que Jesus me oferece e me dá a salvação?". Se sou apaixonado devo anunciá-lo, mas temos de ser corajosos e abater as montanhas do orgulho e da rivalidade, preencher os sulcos cavados pela indiferença e apatia, endireitar os caminhos da nossa preguiça e dos nossos compromissos.
Que a Virgem Maria, que é Mãe e sabe como fazê-lo, nos ajude a quebrar as barreiras e os obstáculos que impedem a nossa conversão, o nosso caminho rumo ao Senhor. Só Ele, somente Jesus pode realizar todas as esperanças do ser humano!
Depois do Angelus
Queridos irmãos e irmãs,
Eu acompanho com muita atenção os trabalhos da Conferência sobre as Alterações Climáticas que se realiza em Paris, e recordo uma pergunta que fiz na Encíclica ‘Laudato si’:  Que tipo de mundo queremos deixar a quem vai nos suceder, às crianças que estão crescendo? Para o bem da casa comum, de todos nós e das gerações futuras, em Paris, todos os esforços devem ser destinados a aliviar os impactos das mudanças climáticas e, ao mesmo tempo, combater a pobreza e fazer florescer a dignidade humana. As duas escolhas caminham juntas: deter as mudanças climáticas e combater a pobreza para que floresça a dignidade humana. Rezemos para que o Espírito Santo ilumine todos os que são chamados a tomar decisões tão importantes e que Deus lhes dê a coragem de manter como critério de escolha o bem de toda a família humana.
Amanhã celebra-se o quinquagésimo aniversário de um evento memorável entre católicos e ortodoxos. Em 7 de dezembro de 1965, vigília da conclusão do Concílio Vaticano II, com a Declaração comum do Papa Paulo VI e do Patriarca Ecumênico Atenágoras, foram apagadas da memória as sentenças de excomunhão entre as Igrejas de Roma e Constantinopla em 1054. É realmente providencial que aquele gesto histórico de reconciliação, que criou as condições para um novo diálogo entre ortodoxos e católicos no amor e na verdade, seja lembrado no início do Jubileu da Misericórdia. Não há caminho autêntico rumo à unidade sem pedir perdão a Deus e entre nós pelo pecado da divisão. Recordamos em nossa oração o querido Patriarca Ecumênico Bartolomeu e os outros Chefes das Igrejas Ortodoxas, e peçamos ao Senhor para que as relações entre católicos e ortodoxos sejam sempre inspiradas no amor fraterno.
Ontem, em Chimbote (Peru), foram beatificados Michael Tomaszek e Zbigniew Strzalkowski, franciscanos conventuais, e Alessandro Dordi, sacerdote fidei donum, mortos por ódio à fé em 1991. A fidelidade desses mártires em seguir Jesus dê força a todos nós, mas sobretudo aos cristãos perseguidos em várias partes do mundo, de testemunhar o Evangelho com coragem.
Saúdo a todos os peregrinos que vieram da Itália e de outros países – há várias bandeiras aqui - em particular o coro litúrgico de Milherós de Poiares e os fiéis de Casal de Cambra, Portugal. Saúdo os participantes da conferência do Movimento de compromisso educativo da Ação Católica, os fiéis de Biella, Milão, Cusano Milanino, Netuno, Rocca di Papa e Foggia; os crismandos de Roncone e Settimello, a banda de Calangianus e o Coral de Taio.

Desejo a todos um bom domingo e uma boa preparação para o início do Ano da Misericórdia. Por favor, não se esqueçam de rezar por mim. Bom almoço e até logo!

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

Arquidiocese do Rio arrecada recursos para população de Minas Gerais


 Foto: Divulgação 

A Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro lança campanha para arrecadar recursos para os atingidos pelo rompimento das barragens em Minas Gerais, na tarde da última quinta-feira, 5 de novembro, no Distrito de Bento Rodrigues. Os recursos serão enviados pela Cáritas do Rio, que já disponibilizou R$ 10 mil, para a Diocese de Mariana.

As doações podem ser feitas na conta da Cáritas Rio:
Bradesco

Conta 48.500-4

Agência 814-1

A Arquidiocese de Mariana disponibiliza conta para doações

 

A Arquidiocese de Mariana disponibiliza uma conta bancária para receber doações em favor dos atingidos pelo rompimento das barragens de Fundão e Santarém. A própria Arquidiocese irá monitorar essa conta que será utilizada para auxiliar os que perderam casas e pertences. Mais informações no Departamento Arquidiocesano de Comunicação (Dacom) pelo (31) 3557-3167. Deus abençoe sua oferta.

As doações podem ser depositadas em:

Banco: 104 – Caixa Econômica Federal

Agência: 1701 – Mariana

Operação: 03

Conta Corrente: 01-7

Fonte: CNBB Regional Leste